Férias

Vender férias (abono pecuniário): como funciona e vale a pena?

Trocar descanso por dinheiro é uma opção sua, não da empresa. E tem uma vantagem tributária que pouca gente conhece.

Publicado em 2 de julho de 2026 · Atualizado para 2026

O abono pecuniário, conhecido como "vender férias", permite transformar parte do seu descanso em dinheiro. É uma escolha do trabalhador, e tem detalhes que valem a pena conhecer antes de decidir.

Quantos dias dá para vender

A lei permite converter em dinheiro até um terço do período de férias. Como o período padrão é de 30 dias, isso significa no máximo 10 dias. Você tira 20 dias de descanso e recebe os outros 10 em dinheiro, somados ao pagamento normal das férias.

O prazo para pedir

O pedido de abono deve ser feito até 15 dias antes do fim do período aquisitivo, conforme o artigo 143 da CLT. Passou o prazo, a empresa pode recusar. Por isso, se você pretende vender dias, avise com antecedência.

Vender férias é direito do trabalhador. A empresa não pode obrigar, mas também, dentro do prazo e do limite legal, não costuma recusar.

A vantagem tributária

Aqui está o ponto que muita gente ignora: sobre o abono pecuniário e o respectivo terço constitucional não incidem INSS nem Imposto de Renda. O valor da venda cai integralmente na sua conta, sem descontos. Isso torna o abono mais vantajoso, proporcionalmente, do que o salário comum.

Vale a pena?

Depende do que você precisa mais: descanso ou dinheiro. Do ponto de vista financeiro, o abono é eficiente por causa da isenção. Mas férias existem para a sua saúde e recuperação. Vender todo ano, sem nunca descansar de verdade, cobra um preço que não aparece no holerite.

Na prática: muitos trabalhadores vendem os 10 dias e tiram 20, equilibrando um dinheiro extra isento com um descanso ainda razoável.

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