Rescisão

7 erros comuns na rescisão que fazem você receber menos

A maioria dos erros de rescisão não é má-fé — é descuido. Mas o dinheiro que falta é o seu.

Publicado em 25 de junho de 2026 · Atualizado para 2026

Conferir a rescisão é um hábito que vale dinheiro. Muitos acertos saem com erros, quase sempre por descuido no cálculo. Aqui estão os deslizes mais comuns e como identificá-los.

1. Aviso prévio sem a proporcionalidade

Empresas às vezes pagam 30 dias fixos e esquecem os 3 dias por ano. Quem tem tempo de casa deve conferir se o aviso reflete o proporcional.

2. Avos de 13º e férias contados a menos

A regra dos 15 dias por mês costuma ser aplicada errado. Um mês trabalhado com 15 dias ou mais conta inteiro. Vale recontar os meses do ano.

3. Aviso indenizado não projetado

O aviso indenizado empurra a data de saída para frente. Isso pode adicionar avos ao 13º e às férias. Ignorar essa projeção reduz o total.

4. Imposto cobrado sobre verba isenta

Férias indenizadas, aviso indenizado e multa de FGTS são isentos de Imposto de Renda. Se aparecer desconto de IRRF sobre elas, é erro.

Cobrança de imposto sobre verbas indenizatórias é um dos erros mais comuns — e um dos que mais reduzem o líquido.

5. Férias vencidas pagas de forma simples

Se havia férias vencidas com o prazo de concessão estourado, elas deveriam ser pagas em dobro. Receber simples nesse caso é receber menos.

6. Multa de 40% sobre saldo errado

A multa incide sobre tudo que foi depositado no FGTS, não só sobre o saldo atual. Se você já sacou parte antes, a base de cálculo da multa ainda considera o total depositado.

7. Saldo de salário com dias errados

O saldo deve refletir exatamente os dias trabalhados no mês da saída. Conferir a data de desligamento contra os dias pagos é simples e revela erros.

Como se proteger: simule sua rescisão com seus próprios números e compare com o que a empresa apresentou. Diferenças relevantes merecem explicação.

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